| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Procellariiformes |
| Família: | Diomedeidae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | D. sanfordi |
Ave da família diomedeidae. Alguns autores o consideram subespécie de Diomedea epomophora.
Envergadura de aproximadamente 300 cm., de 6,35 a 6,6 kg. Ave branca com a face superior das asas totalmente negras; bico rosado com a ponta amarela e com a parte cortante da maxila anegrada; narinas bulbosas e abrindo para frente. Os juvenis deixam o ninho com plumagem semelhante à dos adultos, mas com um número variável de penas escuras no dorso que produzem um efeito manchado e algumas penas escuras no alto da cabeça. A parte superior das asas é totalmente escura, o que ajuda distinguir essa espécie de outras similiares (Diomedea epomophora epomophora).
Sua alimentação varia de população para população mas é essencialmente constituída por cefalópodes ( em torno de 80% ) e peixes, podendo comer também crustáceos e salpas.
A reprodução começa com a chegada destas aves às colônias de reprodução em setembro, nidificando apenas em três ilhotas do grupo das Ilhas Chatam (Motuhara, Big Sister e Little Sister) e em Taiaroa Head na Nova Zelândia. As posturas ocorrem entre o final de outubro e meados de novembro e são seguidas pela incubação de um ovo que dura em média 79 dias. O juvenil deixa o ninho após cerca de 32 a 38 semanas. A nidificação leva, assim, uma média de 46 semanas, de forma que a reprodução é bi-anual. Os jovens ficam no mar de 4 a 8 anos antes de retornar à colônia natal e começam a se reproduzir entre 6 a 11 anos.
Vive no oceano austral sendo mais comum nos mares circumpolares próximo à Nova Zelândia e ilhas adjacentes, onde nidifica. A maior longevidade para uma ave anilhada é de 61 anos.
Após o período de reprodução (Motuhara, Big Sister e Little Sister e em Taiaroa Head na Nova Zelândia ), as aves voam para leste até a costa do Chile e Peru, sendo observadas sobre a plataforma continental, onde se alimentam e realizam a muda. Daquele lugar as aves contornam o Cabo Horn e são encontradas sobre a plataforma continental da Argentina (incluindo as Malvinas) e sul do Brasil, que parecem ser importantes áreas de alimentação. As aves migram através do Atlântico passando pela costa sul-africana e dali pelo oceano austral, retornando às áreas de nidificação. De ocorrência acidental nos mares brasileiros. Status de conservação: EN ( IUCN ) e listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).